domingo, 4 de maio de 2008

O Reino VI

Sempre ouvi que esse era o melhor mais justo e menos opressivo de todos os reinos. Uma utopia praticamente. É só mais um na verdade, mais uma bela merda de reino, igual a todos os outros. Um príncipe incompetente que lidera o exército, um rei prepotente que se considera um deus e um mago louco preso numa torre. Fora claro, os druidas nas florestas que parecem um bando de mongolóides morando em cabanas de madeira podre. O povo é mesquinho e agressivo com estrangeiros, como qualquer outro. Nem as putas se salvam com suas tetas caídas e seus vestidos velhos e rasgados, em estalagens que parecem entradas para o inferno em si, de tão sujas e decrépitas que estão. Ao menos a cerveja é descente, e por favor, entenda descente como engolível e não como uma boa cerveja, afinal, se fosse um pouco pior não seria possível beber pois ao primeiro toque com sua língua você vomitaria. Acho que é feita com urina. Sim, eu conheço vários reinos afinal, eu preciso conhecer, ou você acha que um mercador como eu conseguiria sobreviver sem viajar?
Enquanto penso, a puta se vira na cama vagabunda da estalagem. Me levanto e visto as roupas. Levanto a mochila e puxo algumas moedas e jogo-as na cama, a puta merece algumas a mais, fez um bom serviço. Dou um beijo de despedida e uma ultima apertada em seu seio. Ela geme, mas não acorda. Saio do quarto e desço as escadas. Sento num banco ao bar e peço um caneco de cerveja, o último digo ao dono pois estou de saída. Ele responde dizendo que é tarde da noite e não é bom eu sair agora, o velho só está querendo ganhar mais dinheiro, viro o caneco e respondo que sei me cuidar e não serei estuprado como a mãe dele deve ter sido. Saio ouvindo ele resmungando, não alto pois deixei mais do que minha conta dava em seu balcão.
Após alguns minutos de caminhada saio da estrada e entro um pouco na floresta. Estou sendo seguido e aqui dentro eles serão obrigados a fazer barulho para andarem. O chão está repleto de folhas caídas e galhos podres. Escuto passos atrás de mim, puxo meu arco e atiro uma flecha na direção do barulho.
- Quem está ai? - grito
- Um possível cliente ou defunto – responde a voz – espero que seja a primeira opção, mas cabe a você me conceder o direito de contratar seus serviços
A mochila mal faz peso em minhas costas, afinal, ela é só um meio de esconder minhas armas. Ah, eu esqueci de mencionar, eu não sou um mercador qualquer. Meu trabalho é simples: matar pessoas. Sim, sou um mercenário, mas não um qualquer. Sou bom no que faço. Puxo uma tocha dela, e acendo. A minha frente está um homem moreno, ele me parece familiar, mas como não é a primeira vez que sou enganado por esse sentimento ignoro-o e digo:
- Você ainda não respondeu minha pergunta.
- Meu nome não importa no momento, mas sim meu dinheiro. Lhe darei uma bela quantia se você completar o serviço que peço, e mais serviços a frente com quantias maiores.
Eu aprendi no meu ramo que a ganância é o que realmente acaba com os assassinos como eu. Mas como todo humano, não sou imune a ela...
- De quanto estamos falando?
- Quanto você quiser.
- Você deve saber que meu preço é alto
Sei e também sei que você sempre cumpre seus contratos. Por isso o procuro, estou cansado de mandar mercenários ruins pagando barato, que não completam o serviço e são mortos antes mesmo de serem interrogados. Você aceita o serviço?
- Aceito sob algumas condições...
- Me acompanhe então. Discutiremos elas em um lugar apropriado.



Continua...

Um comentário:

Cassiolisb disse...

fala da msm historia

O.o