terça-feira, 18 de setembro de 2007

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Solitary Shell

He seemed no different from the rest
Just a healthy normal boy
His mama always did her best
And he was daddy's pride and joy

He learned to walk and talk on time
But never cared much to be held
and steadily he would decline
Into his solitary shell

As a boy he was considered somewhat odd
Kept to himself most of the time
He would daydream in and out of his own world
but in every other way he was fine

He's a Monday morning lunatic
Disturbed from time to time
Lost within himself
In his solitary shell

A temporary catatonic
Madman on occasion
When will he break out
Of his solitary shell

He struggled to get through his day
He was helplessly behind
He poured himself onto the page
Writing for hours at a time

As a man he was a danger to himself
Fearful and sad most of the time
He was drifting in and out of sanity
But in every other way he was fine

He's a Monday morning lunatic
Disturbed from time to time
Lost within himself
In his solitary shell

A momentary maniac
With casual delusions
When will he be let out
Of his solitary shell



sábado, 8 de setembro de 2007

É

- Chegamos! – grito
- Alleluia! – diz Fernandes
- Vamos, não podemos ficar aqui fora. – diz o tenente - Tenho coisas à fazer e vocês precisam tomar um banho e comer, tão precisando.
- Nunca apoiei tanto uma decisão sua – diz Fernandes, que logo já é repreendido por um olhar censurador do tenente.

Eu e Fernandes nos dirigimos a enfermaria para tratar de um corte na minha perna. O tenente vai direto falar com os oficiais, coitado, depois de tanta coisa ainda ter que aturar aquele bando de babacas que nunca virão um alguém morrer ao seu lado.

- Ainda bem que conseguimos essa cidade em Fernandes.
- É verdade, só assim para nóis ter algum lugar pra durmi.

Começo a sentir um cheiro de sangue e pólvora, é estamos chegando a enfermaria. Quando a vejo eu percebo o quão sortudo somos por só eu ter me machucado e além disso ser tão leve. Pilhas e pilhas de corpos de soldados mortos, berros dos que ainda vivem ecoam dentro daquele prédio que por todo o resto de sua existência será amaldiçoado. Quando encontro uma enfermeira Fernandes me puxa e fala em meu ouvido:

- Melhor não. Só os que tão muito fudidos tão aqui. Lava lá na bica e vamo comer, senão a tia aí vai querer te bater se tu pedir pra ser tratado só por causa disso.

Concordo, e nos dirigimos aos banheiros. Depois de 3 dias sem banho, essa imundice que chamaram de banheiro pra mim é o paraíso. Lavo o corte e tomo meu banho enquanto Fernandes leva nossas coisas para a lavanderia. Droga, o corte não é tão leve quanto pensei, essa porra ta infeccionando. Fudeu, vou ter que ir para a enfermaria de qualquer jeito. Agora cadê o bosta do Fernandes com roupas pra mim? Ele falou que ia demorar menos de 2 minutos. Que barulho é esse? Motores? Isso parece motores de aviões, mas não temos nenhuma base de avioe... fudeu. Me enrolo na toalha e começo a descer as escadas. Quem foi o merda que colocou a porra do banheiro no terceiro andar? Escorrego numa poça de água e bato o corte. Essa porra voltou a sangrar e abriu, agora ta com um palmo. Ta difícil de andar, e eu preciso sair do prédio. Escuto Fernandes me chamando e logo respondo:

- Vem aqui me ajudar! A porra do corte abriu e eu mal consigo andar.

Fernandes me ajuda a descer os 2 últimos lances de escada, quando pisamos na rua uma bomba explode o prédio inteiro. Vôo 15 metros do lugar que eu estava, olho pro lado e vejo Fernandes sem metade da cabeça arrancada por um estilhaço. Olho pra baixo para ver se ainda estou inteiro e vejo a placa de metal de 1 metro que está me dividindo ao meio. Frio, escuro, luz no fim do túnel... é como sempre disseram, mas...