sábado, 21 de junho de 2008

O Reino VIII

Com a mão ainda suja de sangue ele se senta na mesma cadeira de antes. Respira fundo e espera. Quem escreveu aquela carta deveria estar observando a batalha.

  • Gostei do seu estilo

  • Que bom – responde o assasino

Ele se levanta e pula em cima do emissor da voz, a lâmina de sua mão esquerda ainda banhada em sangue busca seu novo alvo. E ele desvia.

  • Calma, eu sou o seu patrão.

  • Prove. O último que disse isso tentou me matar.

  • Nada discreto não é?

  • O quê?

  • O jeito do outro. Usar um machado de duas mãos? E se chamava um assasino

  • Vamos direto ao assunto. Não estou aqui para papo furado, nem você.

  • Eu quero que você ajude um colega meu. Ele vai precisar de sua experiência para cumprir seu dever.

  • Quem?

  • Richard, Gen. Richard.

  • Você deve saber que eu não me dou bem com militares. Além do que, não posso entrar na maioria dos castelos.

  • Não importa. Você trabalhará com ele.

  • E no que eu irei ajudá-lo?

  • Você receberá visitas futuras minhas. Por enquanto só procure ele, fale que você é um enviado meu mas não diga que você é um assasino e sim um arqueiro experiente.

  • Porque?

  • Porque você não se dá bem com militares e tudo mais. Entenda, ele irá te matar se souber que você é um assasino antes da hora.

  • Tudo bem. Mas qual seu nome, afinal, sou seu enviado.

  • Velagund.