quarta-feira, 11 de junho de 2008

O Reino VII

O homem vai a frente e me guia. Após 20 minutos de caminhada, chegamos a um casebre. Ele abre a porta e mostra a sala mal iluminada. Ele puxa uma cadeira para si e empurra outra com o pé, por baixo da mesa, para mim.
- Antes de tudo, prove quem eu penso que és – diz
- Como eu posso fazer isso?
- Somente tire suas luvas, isso provará

Retiro minhas luvas e ele fica contente ao ver o dedo decepado em minha mão esquerda.

- Ótimo! - diz, transbordando ansiedade - Você está contratado!
- Eu ainda não disse se aceito o serviço, e não direi até saber qual será.
- Claro – diz, estendendo um envelope selado – Está aqui

Eu abro o envelope e leio

“Mate o homem que entregou este envelope. Ele é um assassino também e seu objetivo é mata-lo”.

Ele sorri. A faca não é bom a essa distância, vou usar a lâmina da esquerda. Chuto a mesa e enfio a lâmina através dela. Seu sorriso persiste. A mesa é grossa, não vai dar. Ele chuta a cadeira e puxa um machado escondido nas sombras da casa. Puxo a faca em minhas costas, com ela não vou conseguir bloquear um golpe dele, mas vou conseguir uma abertura para matá-lo com a lâmina de minha esquerda. Começamos a rodar ao redor da mesa, ele com o machado nas duas mãos e eu com a faca na direita e a lâmina ainda escondida na esquerda. Ele pula por cima da mesa e ataca, eu rolo pra direita e consigo fugir de seu golpe. Ele é mais rápido do que eu imaginava. Ele deveria demorar mais para se recuperar, mas logo depois de desferir o golpe já está com a defesa pronta. Eu terei que criar a abertura.
Pulo, e saio da cabana tirando o arco de minhas costas e pegando uma flecha. Quando ele surgi a porta ainda não retesei o arco completamente, ele rola para evitar um possível tiro e me coloca dentro de seu alcance. Ele ataca, me esquivo para a esquerda e ataco com a lâmina escondida. O sangue corre quente junto a minha mão agarrada em seu pescoço. Ele deixa o machado cair, solto sua garganta, e cai no chão com um baque surdo.

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