terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O Reino

O poder flui em seu corpo, o fogo arde em suas mãos, enquanto ele, o único que domina a magia elemental naquela região cria barreiras de fogo para parar o avanço inimigo. Os arqueiros, nos muros ao lado da torre dele, atiram sem parar.
A infantaria espera ansiosa dentro dos portões. A cidade não pode ser sitiada por causa do mago. Vários outros reinos tentaram e perderam muito de seus exércitos nisso. Os meteoros do mago são fortes demais, para qualquer catapulta, e ele consegue soltá-los em qualquer lugar no alcance de sua visão. No alto de sua torre, fica o lugar mais alto do reino. Todo o reino fica sobre sua guarda atenta.
Os inimigos sempre desistem.
Até que chegou outro mago.
Este tinha o poder de controlar o gelo, a névoa e as grandes nevascas. Foi assim que a cidade foi sitiada. Uma névoa gigantesca cobriu todo o reino. O mago não conseguia ver nada de sua torre. Os inimigos construíram suas catapultas.
Porém não esperavam que o rei tinha outra arma.
Nas florestas vivia um grupo de druidas que se aliaram ao rei. O rei, fornecia tudo o que os druidas pediam, em troca eles não deixavam nada passar pelas florestas. Estes druidas já viviam a tanto tempo isolados que se tornaram partes da floresta. Alguns, os chamados restauradores, literalmente, se tornaram arvores vivas, que conseguiam recuperar qualquer dano causado a natureza e as formas de vida concebidas por ela. Outros podiam assumir formas dos animais que ali viviam, geralmente assumiam formas de ursos, felinos ou aves; estes eram chamados de ferais.
Os druidas, quando viram a névoa já sentiram a presença do novo mago e seu exército. Mandaram um para ver o tamanho do exército inimigo. Ao constatar que ali tinha mais de 20 vezes o exército do rei, o druida logo foi avisar-lo.

A grande ave entra pela janela, o Rei manda os guardas saírem. Não é a primeira vez que eles vêem uma ave dessas, e tomaram a mesma ordem antes.
- O que está acontecendo – pergunta o rei – você sabe porque desta névoa?
- Parece que temos outro deturbador da natureza aqui. Só que esse não controla o fogo. Parece que tem o poder das grandes tempestades do norte.
- ele está sozinho – pergunta inocentemente o rei, enquanto o druida volta a sua forma humana
- não. Está acompanhado de um exército vinte vezes maior que o seu. – responde calmante o druida.
- e o que faremos?
- o que sempre fazemos. Só que dessa vez o seu deturbador vai ter que trabalhar muito.
- vá, e conte para ele o que me contou.
- o rei sabe que da ultima vez que nos encontramos quase nos matamos certo? Você tem certeza disso?
- eu sei que vocês vão superar suas diferenças, pelo menos momentaneamente. Não podemos perder tempo.
- Sim, rei.

O druida, enquanto caminha até a janela muda de forma novamente deixando o rei a olhar as nuvems de neve que se aproximam do norte.
Ao chegar a torre o druida assume a forma humana e a desce até achar o mago.
- A que devo a sua indesejável visita – pergunta o mago, após, é claro de receber o druida lançando uma bola de fogo ao lado de sua cabeça.
- ao rei. Essa nevoa é causada por outro destruidor como você. Ele parece controlar a o poder das grandes tempestades do norte.
- interessante, finalmente alguém interessante veio – diz o mago.
- já deixei minha mensagem, agora já posso voltar aos meus afazeres de guardião da natureza, aquela que você tanto se esforça em destruir.
- eu já disse, eu não me esforço em destruir-la, ela que simplesmente...
Enquanto o mago falava, o druida volta ao topo da torre, e assume novamente a forma de ave se dirigindo a floresta.


Continua

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