quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O Reino III

Com um estalar de dedos Sphinx abre um portal até a floresta dos druidas. Ao entrar fora recebido pelos dois maiores ursos que jamais vira.
- Nos acompanhe – diz um dos ursos que assume a forma humana e entrega a ele uma venda a ele.
Sphinx, não tem escolha. Aqui ele é o inimigo, mas como eles têm um objetivo em comum precisam trabalhar juntos.

- Chegamos – diz um druida. – pode tirar a venda.
Quando Sphinx a tira se encontra deslumbrado com o que vê. Pela primeira vez ele vê alguns restauradores, caminhando lentamente. A aldeia druida o fascina. Uma cascata de 50 metros corta o maior templo, casas que embora feitas com materiais rústicos detêm uma beleza que não encontrará em lugar nenhum do reino. Crianças! Eles têm crianças! pensa, e percebe a imensidão dos druidas. Eles têm seu próprio reino; conclui, um reino dentro de outro, obedecem ao rei apenas para manter sua terra, para não ter que sair daquele paraíso. Ele entende agora, porque é tão odiado, afinal, os druidas conseguem criar coisas tão belas, ele não.
Imerso aos seus pensamentos não percebeu que ainda caminhava, e entrara no templo druida.
- Você chegou finalmente.
Quando Sphinx volta de seus pensamentos percebe que quem falara com ele não era um humano. Ele conhecia as lendas, que seu pai contara quando ele ainda era criança, dos elfos. Porém nunca pensou que iria deparar-se com um em sua vida. Ele tinha certeza, até então, de que os elfos não existiam.
- Sou o Arquedruida. O líder desse povo. O rei o mandou não? – diz o elfo
- Sim, o-o-o rei me-me mandou.
- Acalme-se. Agora, quais são as idéias que você tem quanto a essa névoa? Nós estamos obtendo progressos, porém muito lentos, não conseguiremos acabar com esta névoa até a batalha.
- Bom – Sphinx se recompõe, ele não pode parecer inseguro agora – a minha idéia é causar varias explosões em grandes altitudes, para aquecer o ar e fazer com que essa nevoa vire uma chuva. Porem, para poder causar essas explosões, precisarei que algum de seus druidas me leve até o mais alto possível. De minha torre não consigo fazer nada, se não, já teria feito.
- Você está falando sério?
- Sim.
- Senhor
- Sim? – responde o Arquedruida
- O General Richard está aqui.
- Mande o entrar. E procure Velagund, preciso dele.
- Sim senhor.
Quando o General apareceu à porta, o arquedruida foi recebê-lo sem pestanejar. Conduziu os dois ao terraço, e lá um druida já esperava por eles.
- Velagund, ai está você!
- Sim. O que você quer?
- Bom, Sphinx, é esse seu nome certo? – Sphinx confirma com a cabeça – ele precisa que você o leve aos céus.
- Tudo bem, será feito. Agora, posso me ausentar?
- Vá.
- E quando será isso Velagund? – pergunta o mago
- Eu irei visitá-lo assim que minhas outras tarefas forem cumpridas.
- Bom, o que eu vim fazer aqui já está feito. Vou agora...
- Espere mago. – diz Richard – o que vim fazer aqui lhe interessa também.
- Você parece preocupado jovem guerreiro. O que o perturba? – pergunta o elfo
- O rei está agindo muito estranhamente com essa invasão. Ele não mostra nenhuma preocupação! Das outras vezes ele não dormia, varava noites conosco planejando as investidas. Dessa vez não, ele diz que nós não precisamos mais da ajuda dele. Acho que ele está tramando algo, aquele exército poderia ter nos atacado há muito tempo segundo os meus batedores. Eles estão parados a um dia de caminhada daqui. Simplesmente parados, como se esperassem para que o tempo melhorasse!
- Eles não podem estar tão perto! Eu sinto a presença do mago, mas ele não está tão perto como você diz – esbraveja Sphinx.
- Se o que você diz é verdade guerreiro, então o que eu mais temia finalmente aconteceu. Acompanhem-me, tem uma coisa que quero mostrar a vocês.

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