Me jogo dentro de uma carroça com feno e entro no castelo. Os mercadores avançam em cima dos trausentes, tentando conquistar algum cliente. As ruas fedem ao esterco dos cavalos ali parados, um ou outro guarda espalhado pelas ruas. Quando a carroça sai da vista destes, pulo dela e enquanto ando tiro o feno ainda preso nas minhas roupas. Paro em frente a uma torre, com uma placa com o desenho de fogo pendurada na porta. O dono deve saber onde encontro esse Richard, baixo a minha máscara e entro.
Me anúncio e aguardo resposta. Nada. Faço de novo, e quando já estava prestes a desistir e voltar para a rua, eis que me aparece um rosto conhecido;
Você aqui?! O que você está fazendo aqui Elisa?
Sphinx? O que VOCÊ está fazendo aqui? - diz a assassina.
Eu sou o mago do reino, sabe conselheiro real, ídolo das criancinhas piromaníacas e alvo de ódio mortal dos druidas.
É, faz sentido. Mas nunca pensei que você conseguiria se manter em um único reino por mais de cinco minutos. Sempre foi um cara problemático.
Ser piromaníaco não é fácil. Mas o que você está fazendo aqui? E o que são essas roupas?
Encurtando a história, viajar como um homem é mais fácil, chama menos atenção.
Entendo, mas o que a traz a minha torre neste reino?
Estou procurando o General Richard, um druida mandou-me ajudá-lo.
Você quer que eu te leve lá? Obviamente, depois de você se apresentar lá vamos botar o papo em dia...
Sphinx, se eu te conheço bem, é outra coisa que você quer colocar em dia.
Eu juro que não pensei nisso, mas já que você deu essa ótima idéia...
Para de falar besteira e abre um de seus portais. Me leva lá rápido antes que eu te bata, como nos velhos tempos.
Sim senhora! - e com um estalar de dedos ele abre o portal – Primeiro as damas – diz, se curvando para Elisa que prontamente se move para trás do mago e o chuta através do portal.
As frágeis damas primeiro – diz ela, com um sorriso.
Os seus homens estão esperando no pátio Sr.
Bem lembrado soldado – diz Richard descansando sua pena e fechando o livro – eu sabia que havia esquecido de algo.
O general prende o livro na corrente e desce as escadas até o pátio. Ele se posta à frente daquele batalhão. Mais um batalhão treinado com sucesso, mais um que ele confia. Quando iria começar seu já conhecido discurso de congratulações surge um portal a sua esquerda de onde sai o mago e se esborracha no chão, logo seguido por uma misteriosa figura. Ele puxa seu martelo e avança para cima da figura que acompanha o mago. Ele nunca se jogaria através de um portal desta maneira se não estivesse em graves apuros.
O mago vê o general avançando com o martelo em punho e seus homens puxando suas espadas. Ele poderia interromper agora informando o que está acontecendo mais precisava de uma pequena vingança antes.
O general ataca com seu pesado martelo, Elisa desvia rapidamente e levanta o mago, utilizando-o como escudo para o próximo ataque do inimigo.
Calminha agora grandalhão, ela é amiga – diz o mago quando Richard vê o seu alvo se esconder atrás do mago – Ela é reforço enviado pelos druidas, vai ser de grande ajuda.
Ela? - diz o indeciso atacante
Sim ela! Viajar como mulher não é muito seguro, ainda mais com um exército sedento por sangue ou mulheres batendo a sua porta! - diz Elisa
Quem a mandou?
Velagund era o nome do druida. Ele disse que você precisa de minha ajuda.
E em porque eu precisaria de sua ajuda?
Porque você precisa de um arqueiro experiente. Vejo que está formando mais uma turma de soldados, mas não vejo nenhum arqueiro entre eles. As batalhas não são somente corpo-a-corpo; armas de longo alcance bem utilizadas podem dizimar o exército inimigo antes dele sequer chegar aos seus soldados.
Cabo, leve-os para minha sala. - diz Richard para o mesmo soldado que o avisou no começo – preciso formar esses soldados. - ele se vira para Elisa e diz – Temos muito o que conversar antes de eu aceitar ajuda sua.
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