Droga. Como eu, que sempre defendi a diplomacia levei o país à guerra? Também não tinha escolha, mas chega de ficar pensando nisso.
- Senhor – fala a secretária pelo telefone – O General chegou.
- Ótimo – respondo – mande ele entrar.
E entra um militar carrancudo de no máximo 1,65m, e eu que pensava que o general era imponente.
- Senhor presidente, tenho péssimas noticias.
- Temos chance?
- Nenhuma senhor.
- Eu temia que isso aconteceria.
Sento a minha cadeira, procuro o telefone certo, disco e coloco no viva-voz.
- Gabinete do comandante. – atende aquela típica voz de tele marketing, estranhamente militarizada – Em que posso ajudá-lo?
- O presidente quer falar com o comandante – diz o general, antes de mim.
- Sim, senhor.
Após breves segundos, o comandante atende nervoso:
- Em que posso ajudá-lo?
- Faça.
- Mas senhor, por mais que estejamos em guerra, tal idéia não deveria nem ser cogitada.
- Apenas faça, de diplomacia cuido eu.
Desligo o telefone, e o baixo general logo fala:
- O senhor pretende usá-la?
- Não. Mas quero que eles pensem que sim. Você também quer virar diplomata?
- Não senhor. Vou me retirar agora.
- Não comente nada ainda.
- Sim Senhor
O baixo general sai da sala. Meu copo merece ser cheio, hoje foi só o começo do que parece ser um grande problema.
Um comentário:
..baseado em fatos reais. (?)
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